Novo tipo de seguro é 30% mais barato que o convencional e será ofertado pela Azul.

O Seguro Auto Popular, uma espécie de seguro mais barato de veículos no Brasil, que foi regulamento em abril, está bastante próximo de virar realidade. Após algumas mudanças nas regras, é esperado que esta modalidade comece a ser oferecida ainda neste mês de dezembro, sendo que a Azul deve ser a primeira a oferecer o produto.

Um dos principais destaques do Seguro Auto Popular é o preço em conta: tal modalidade pode ser até 30% mais barata que a tradicional. Com a tendência de adesão em massa a tal seguro, outras empresas já se mostram interessadas na oferta de tal produto.

O preço menor desse seguro é resultado, em grande parte, da utilização de peças originadas de desmanches regularizados ou até mesmo as chamadas “peças genéricas”, que são feitas levando em consideração as mesmas especificações das originais. A exceção quanto a “peças genéricas” está justamente nos itens de segurança do automóvel.

Em relação ao Seguro Auto Popular oferecido pela Azul, saiba que o mesmo é destinado apenas aos veículos com, pelo menos, 5 anos. Esse é um pedido das seguradoras, haja vista as fabricantes oferecerem garantias para as principais peças do automóvel por até 5 anos.

Como já destacado, o Seguro Auto Popular teve mudanças nas regras recentemente. Com isso, a nova edição desta modalidade optou por aliviar os custos na parte dos consertos e peças de reposição, sendo que anteriormente eram retiradas as coberturas para baixar o preço do seguro.

Como destacado anteriormente nesta matéria, em contrapartida aos seguros tradicionais, nesta modalidade é permitido o conserto através de peças usadas ou recondicionadas, sendo que as mesmas devem ser obtidas através de empresas de desmontagem devidamente credenciadas por meio da lei 12.977.

Outra mudança importante nas regras do Seguro Auto Popular diz respeito à cobertura mínima que deverá ter indenização por danos causados ao veículo por colisão, sendo que os danos parciais também deverão ser incluídos no pacote. Dessa forma, pacotes com apenas a indenização estão vetados.

Além disso, da mesma forma que no modelo de 2005 do Seguro Auto Popular, também é possível escolher uma indenização por valor determinado. Portanto, o cliente pode optar por um número estipulado na hora do contrato. O cliente não fica restrito apenas a esta opção, pois a modalidade mais comum nos seguros normais, aquela que leva em consideração o valor de mercado, também estará disponível.

Por Bruno Henrique


Acidente com Tesla Model S reascende o debate sobre a segurança dos carros autônomos.

Recentemente um acidente fatal que envolvia um Tesla Model S ocorrido no estado da Flórida, nos Estados Unidos, foi noticiado por diversos meios de comunicação especializados. O acidente também fez com se reacendesse as discussões que envolvem a viabilidade dos chamados carros autônomos. O carro estava sendo conduzido por Josha Brown no modo Autopilot. Esse sistema é categorizado como semiautônomo uma vez que ainda necessita do apoio do motorista para realizar determinadas tarefas. Ao cruzar com um caminhão que atravessou a pista o modelo acabou perdendo o controle. A fabricante do carro se pronunciou sobre o acidente dizendo ser muito provável que o sistema tenha confundido o brilho da carroceria do caminhão com o brilho do céu e que por isso pode não ter acionado os freios.

Como não houve nenhuma espécie de reação do motorista, as indicações apontam para o fato de que ele possivelmente não estava atento. Outro ponto importante na discussão é a questão de que o sistema Autopilot ainda se encontra em fase de testes e que por isso mesmo só é ativado se o motorista autorizar. O sistema analisa alguns pontos para entrar e permanecer em funcionamento. Entre eles o motorista precisa permanecer com as mãos no volante de forma que esteja apto para assumir o controle a qualquer instante caso seja necessário. Se o motorista não atender ao que é exigido o Autopilot pode até desacelerar o carro.

Ricardo Takahira (Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil) comentou sobre o assunto em um portal de notícias. De acordo com ele, já existem atualmente carros que são completamente autônomos. O problema é que os modelos que estão circulando ainda se enquadram como “pioneiros” para enfrentar o trânsito das rodovias e urbano.

Takahira chama ainda a atenção para o fato de que muitos dos já usados em especial no âmbito agrícola operam dentro de uma área onde não há muitas interferências. Por isso, um dos principais desafios encontrados é justamente a questão de se prever o que ocorrerá. Ou seja, em um ambiente urbano as tecnologias dos carros autônomos ainda deslizam quando o assunto são os imprevistos que podem acontecer.

O acidente que comentamos no início dessa matéria trouxe à superfície outro tema de extrema importância: A eficiência dos sistemas.

Alguns especialistas defendem que ainda não se pode confiar por completo em apenas um recurso oferecido pelo sistema presente nos carros que já estão nas ruas. Por isso ainda é preciso muita atenção e sempre que for possível usar mais de um recurso de forma que se um falhar o outro possa servir como proteção.

Por Denisson Soares


Item de segurança começou a ser usado somente em 1958, mas como item opcional.

Assim como é difícil pensar em motociclistas e seus passageiros sob duas rodas sem o uso do capacete, é também estranho visualizar algum momento em que os cintos de segurança, hoje itens indispensáveis e obrigatórios para todos que se encontram dentro do veículo não foram usados ou seu uso era opcional.

Mas, foi somente no ano de 1949 que a empresa americana Nash passou a oferecer cintos de segurança como itens opcionais de série em seus veículos. Em 1955, a empresa Ford oferece aquele equipamento como opcional de fábrica, bem como em 1956, a mesma marca oferta os cintos de segurança nos assentos traseiros para uso dos passageiros do carro, mas também como opção dentro do pacote de segurança a ser adquirido junto à compra do carro, o pacote foi chamado de Lifeguard.

Foi somente no ano de 1958 que o cinto de segurança passou a ser incluído como padrão na fabricação dos modelos de carros da marca sueca Saab. Depois do lançamento do Saab GT 750 no New York Motor Show, é que o cinto de segurança comporia o rol dos equipamentos de série das marcas americanas e em grande parte das europeias.

Legalmente, em 1959, é que o congresso norte-americano aprova a lei que obriga a todos os automóveis de terem algumas regras de segurança em sua fabricação, o que incluiu a obrigatoriedade de conterem os cintos de segurança nesses veículos. Com isso, os norte-americanos Roger Griswold e Hugh DeHaven, ganharam a patente do primeiro cinto segurança de três pontos aprovado pelos padrões de segurança, modelo esse desenvolvido à forma de Nils Bohlin, da Volvo.

Em 1967, a empresa Volvo instalou cintos de segurança nos bancos traseiros de seus carros. Em seguida, em 1970, a primeira lei mundial referente à obrigatoriedade de uso de cintos de segurança em todos os automóveis foi posta em prática pelo estado de Victoria, na Austrália, mas ainda somente para o condutor e passageiro dianteiro do carro. Só em 1990, nos países da União Europeia, todos os novos ônibus que fazem viagens de longa distância passaram a ser equipados com cintos de segurança, inclusive para os seus passageiros. Atualmente, tem se discuto o uso de segurança nos comboios de trens urbanos, como é o caso do Japão.

O uso de cinto de segurança no Brasil é obrigatório por lei, seja pelos condutores, seja pelos passageiros do carro. Sujeito à lei e à aplicação de penalidade administrativa, não se trata apenas desse tipo de prejuízo, mas à suscetibilidade aos acidentes que podem ser fatais, sem o uso do cinto de segurança como item obrigatório desde os anos 80 no país.

Por Flávia Alves Figueirêdo Souza

Cinto de segurança


Dispositivo permite o armazenamento de informações de veículos automotores.

A cada dia que passa o setor automotivo agrega mais tecnologia nos veículos automotores, afim de aperfeiçoar os itens de seguranças dos carros que são lançados no mercado. É nessa perspectiva que um conjunto de estudantes da cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina, desenvolveu mais uma inovação. Esta inovação nada mais é do que um dispositivo que tem o funcionamento muito similar ao das conhecidas caixas pretas das aeronaves, no caso da invenção deles, o dispositivo funciona como uma espécie de caixa preta, porém, para veículos automotores, a qual funciona por meio de uma conexão a um aplicativo de smartphone.

Através da utilização deste equipamento, os proprietários de veículos automotores conseguem acessar diversos dados relacionados aos veículos. Este dispositivo inovador foi batizado pelos estudantes com o nome de WITBox, sendo que quando em funcionamento, conectado ao smartphone e por meio da utilização de internet Wi-Fi, os proprietários dos veículos conseguem obter dados relevantes tais como o estado do sistema de freios do carro, velocidade, frenagem, pressão do acelerador, rotação do propulsor, erros do computador de bordo, bem como a geolocalização atualizada.

Para oferecer maior segurança, toda a rede é criptografada, porém, o sistema desta inovação possui algumas limitações, haja vista que a porta OBD-ll só pode ser utilizada e só está configurada para funcionar em veículos com ano de fabricação acima de 2012, mesmo tendo sido padronizada no país no ano de 2010.

Em breve, os criadores dessa inovação têm planos de inserir a função gráfico do tipo 3D do veículo, a fim de reproduzir informações a respeito de capotamento com quantidade de vezes, quando ocorreu o acidente, obstáculos, bem como colisão. A funcionalidade dessa criação é tão grande que é possível fazer o monitoramento até mesmo de outros condutores, fator este que contribuiria sobremaneira com as empresas que possuem frotas ou para as seguradoras no caso em que ocorra furto ou roubo.

Essa grande invenção foi criada pelos estudantes Alexandre Viebrantz, Eduardo Garcia e Lucas Casagrande, a fim de contribuir com os proprietários de veículos automotores e seguradoras. Esta inovação permitiu ao grupo de estudantes uma vaga em um concurso nacional de tecnologia, caso eles consigam vencê-lo garantiram o passaporte para participar da final deste evento nos Estados Unidos. Inicialmente a expectativa dos desenvolvedores é de que o WITBox comece a ser disponibilizado no mercado nacional a partir do ano de 2018.

Por Adriano Oliveira


Decisão veio após um dos modelos da montadora receber nota zero em teste de segurança.

Quando vamos comprar um veículo automotor, além do quesito beleza, um dos principais requisitos que temos que analisar é a segurança, bem como o pacote de itens de segurança que está sendo ofertado.

É neste contexto que após ter recebido uma deprimente nota zero no teste de colisão realizado pelo Programa de Avaliação de Veículos Novos para América Latina e Caribe (Latin NCap), a General Motors anunciou oficialmente que não irá mais produzir carros sem airbags e essa decisão da fabricante ocorreu depois que este resultado foi divulgado na mídia na última quinta-feira, dia 17 de abril de 2016.

O Chevrolet Sail, veículo fabricado na China e que atualmente é montado na Colômbia, não possui airbags e não obteve nos testes nenhuma estrela nos quesito proteção de adultos e apenas duas estrelas no quesito proteção de crianças, vale ressaltar que a nota máxima são cinco estrelas.

Em relação aos resultados obtidos pelo modelo da General Motors, a organização deixou claro que, apesar do veículo possuir o sistema Isofix, que é mais simples para fazer a instalação de cadeirinhas infantis, o carro também não possui cinto de segurança de três pontos em todos os assentos.

Após receber a notícia do péssimo resultado obtido neste teste, a General Motors confirmou o plano de fazer um investimento de US$ 5 bilhões para o lançamento de veículos mais seguros para os países emergentes. Os veículos que serão lançados pela montadora a partir do ano de 2019 já sairão de fábrica com airbags e cinto de segurança com três pontos em todos os assentos.

No Brasil, desde de 2014 já é exigido que os veículos saiam de fábrica com pelo menos dois airbags e este é um dos motivos pelo qual o Chevrolet Sail não é comercializado aqui no país, porém, alguns países da América do Sul ainda não fazem essa exigência para as montadoras.

E o motivo da nota ruim do Sail não ficou por conta somente da falta de airbags ou de cinto em todos os assentos, haja vista que o Latin NCap também criticou veementemente a estrutura do veículo, que foi considerada como ruim.

E não foi de forma diferente para os outros modelos da Chevrolet que não possuem airbags, tais como o Aveo (veículo líder de vendas no México), o Spark e o Agile (que também obtiveram nota zero em testes realizados anteriormente pelo órgão).

O certo é que com estes testes quem ganha são os consumidores, pois os veículos tem que ofertar tudo aquilo que for possível de segurança para evitar perdas de vidas em acidentes automobilísticos.

Por Adriano Oliveira





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