General Motors encerra produção do Chevrolet Classic. Modelo será substituído pelo Prisma Joy.

A Chevrolet anunciou que a linha Classic vai sair de circulação no final de 2016. O carro, que já foi chamado de Corsa Sedan, ainda tem cerca de cinco mil unidades em estoque e, pelos números das vendas recentes do veículo, esse estoque será o suficiente para abastecer o mercado por ainda dois meses. A versão sem ar condicionado é vendida por R$ 32.670, enquanto a versão com ar condicionado está saindo por R$ 33.670.

A extinção do Classic coincide com o lançamento do Prisma Joy, novo veículo de entrada da Chevrolet no país. A General Motors fechou uma parceria com a montadora chinesa SAIC de mais de US$ 500 milhões para a produção de uma plataforma de baixo custo. O projeto, chamado GEM (Global Emerging Markets), tem como alvo os mercados emergentes globais da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio, ele será o responsável por aposentar o Classic, o Onix, o Prisma, o Sail e o Sonic. A nova plataforma pretende lançar oito novos modelos de veículos, dos quais dois sedans, para substituir o Classic. Um dos objetivos é aumentar a produção nesses mercados. Hoje, o Chevrolet Classic tem uma produção anual de cerca de 50 mil unidades. Com os oito novos modelos, a General Motors esperar aumentar a produção para 1,8 milhão de unidades anuais, sendo 550 mil delas só na América Latina.

A tendência é que a Chevrolet se transforme numa fabricante de compactos premium, seguindo a linha da japonesa Honda e das francesas Peugeot e Citroen. De acordo com Jaime Ardila, ex-presidente da montadora na América do Sul, existe a possibilidade de que a GM não lance mais nenhum subcompacto de entrada e saia do mercado de entrada no Brasil, já que, segundo ele, o consumidor brasileiro tem preferido modelos mais conectados e bem equipados, como o Onix com MyLink, cita ele.

O Chevrolet Classic está há 21 anos no mercado brasileiro. Originalmente conhecido como Corsa Sedan, o carro passou a se chamar Corsa Classic em 2002 e ganhou o nome atual em 2003. Durante esses 21 anos, ele teve versões com motor 1.6 (até 2006) e 1.0. Em 2010, o veículo passou por uma reformulação grande, que trouxe mudanças significativas tanto na dianteira quanto na traseira do carro. O Classic é um dos veículos mais vendidos no Brasil, sendo o preferido das frotas de táxi.

Renato Senna Maia


Decisão veio após um dos modelos da montadora receber nota zero em teste de segurança.

Quando vamos comprar um veículo automotor, além do quesito beleza, um dos principais requisitos que temos que analisar é a segurança, bem como o pacote de itens de segurança que está sendo ofertado.

É neste contexto que após ter recebido uma deprimente nota zero no teste de colisão realizado pelo Programa de Avaliação de Veículos Novos para América Latina e Caribe (Latin NCap), a General Motors anunciou oficialmente que não irá mais produzir carros sem airbags e essa decisão da fabricante ocorreu depois que este resultado foi divulgado na mídia na última quinta-feira, dia 17 de abril de 2016.

O Chevrolet Sail, veículo fabricado na China e que atualmente é montado na Colômbia, não possui airbags e não obteve nos testes nenhuma estrela nos quesito proteção de adultos e apenas duas estrelas no quesito proteção de crianças, vale ressaltar que a nota máxima são cinco estrelas.

Em relação aos resultados obtidos pelo modelo da General Motors, a organização deixou claro que, apesar do veículo possuir o sistema Isofix, que é mais simples para fazer a instalação de cadeirinhas infantis, o carro também não possui cinto de segurança de três pontos em todos os assentos.

Após receber a notícia do péssimo resultado obtido neste teste, a General Motors confirmou o plano de fazer um investimento de US$ 5 bilhões para o lançamento de veículos mais seguros para os países emergentes. Os veículos que serão lançados pela montadora a partir do ano de 2019 já sairão de fábrica com airbags e cinto de segurança com três pontos em todos os assentos.

No Brasil, desde de 2014 já é exigido que os veículos saiam de fábrica com pelo menos dois airbags e este é um dos motivos pelo qual o Chevrolet Sail não é comercializado aqui no país, porém, alguns países da América do Sul ainda não fazem essa exigência para as montadoras.

E o motivo da nota ruim do Sail não ficou por conta somente da falta de airbags ou de cinto em todos os assentos, haja vista que o Latin NCap também criticou veementemente a estrutura do veículo, que foi considerada como ruim.

E não foi de forma diferente para os outros modelos da Chevrolet que não possuem airbags, tais como o Aveo (veículo líder de vendas no México), o Spark e o Agile (que também obtiveram nota zero em testes realizados anteriormente pelo órgão).

O certo é que com estes testes quem ganha são os consumidores, pois os veículos tem que ofertar tudo aquilo que for possível de segurança para evitar perdas de vidas em acidentes automobilísticos.

Por Adriano Oliveira





CONTINUE NAVEGANDO: