Convocação da montadora é por causa de falha no airbag do passageiro.

Essa semana, em comunicado oficial, a montadora Volkswagen anunciou que está convocando todos os proprietários dos modelos Up!, Saveiro, Voyage e Gol, de ano e modelo 2017, para um recall dos veículos. A necessidade desse se dá para a correção de um possível defeito no airbag do passageiro.

Conforme a nota divulgada para a imprensa e consumidores pela empresa, a bolsa inflável que está situada no banco ao lado do motorista pode não estar funcionando corretamente em caso de necessidade. Ou seja, quando ocorre uma colisão frontal, essa acaba não inflando. Com isso, tal fato aumenta o risco de que os ocupantes do veículo sofram ferimentos dentro do carro, deixando, portanto, de ser um automóvel seguro.

Se você adquiriu algum desses modelos recentemente, é importante saber que os chassis envolvidos no recall são os seguintes:

  • Up! (2016): De GT536428 até GT544666;
  • Gol (2017): De HT000049 até HT000104;
  • Voyage (2017): HT000048, HT000059, HT000053 e HT000067.
  • Saveiro (2017): HP000585.

Ainda segundo a marca Volkswagen, o motivo da falha no airbag se deu durante o processo no qual se montou o gerador de gás no dispositivo, produzido esse pela companhia ARC Automotive. Ainda, de acordo com a fabricante, 548 veículos foram afetados pela montagem errada, sendo que esses foram fabricados entre as datas de 16 de novembro de 2015 até 24 de fevereiro de 2016.

Uma vez que os atendimentos são totalmente de graça e que começam a partir do dia 10 de outubro, as pessoas envolvidas já podem solicitar mais informações na central de relacionamento da Volkswagen, em telefone disponibilizado pela montadora para sanar dúvidas. O número é 0800 019 8866 e a ligação também é gratuita.

Recalls da montadora em 2016

Com forte credibilidade da marca no setor automotivo, esse já foi o quarto caso de recall da Volkswagen no Brasil, somente este ano. O primeiro, que ocorreu em março, envolveu 33 unidades do compacto Tiguan, no qual também foi constatada falha no airbag do veículo. Ainda, em abril, 1.505 Touareg foram chamados para reparo por problemas nos freios. E por último, antes do novo caso de airbags, no mês de agosto, sete exemplares do Jetta foram convocados para reparação no sistema do combustível.

Kellen Kunz


Processo envolve o caso de fraude nos testes de emissão de poluentes de carros movidos a diesel.

A Volkswagen do Brasil entrou na justiça devido a um processo administrativo que o Procon-SP abriu contra a montadora, o que pode acabar em multa no valor de R$ 8,3 milhões para empresa alemã.

No mês de novembro do ano passado, a empresa de defesa do consumidor autuou a montadora de veículos por causa de alguns exemplares da picape VW Amarok equipadas com motor TDI comercializadas no Brasil.

O modelo é um dos veículos que também estavam envolvidos naquela fraude de testes de emissão de poluentes de carros movidos a diesel, onde envolveu 11 milhões de automóveis do grupo Volkswagen ao redor do mundo.

O Procon de São Paulo abriu um processo contra a montadora um mês após a filial brasileira ter confirmado que tinha uma quantidade de 17 mil unidades produzidas em território brasileiro que estavam envolvidas neste caso, todas elas eram do modelo Amarok e a empresa prometeu que fará um recall ainda este ano.

De acordo as informações passadas pelo Procon-SP, a Volkswagen não deu resposta ao direito de defesa que é comum no processo administrativo, porém, entrou de forma direta na Justiça contra tal medida.

Como se não pudesse ser pior, além de ter sido autuada pelo Procon de São Paulo, a Volkswagen também foi penalizada com uma multa pelo IBAMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, num valor de R$ 50 milhões, também no último mês de novembro e pelo mesmo motivo.

De acordo com o instituto, a companhia germânica também acabou recorrendo desta autuação no processo administrativo que o órgão abriu. Entretanto, a empresa ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

A montadora anunciou na última terça-feira, dia 28 de junho, um acordo de 15 bilhões de dólares na Justiça dos Estados Unidos com a finalidade de utilizar nas ações que poderão e já foram movidas por proprietários dos veículos afetados.

A quantia inclui até 10 bilhões de dólares para comprar novamente pelo menos 85 por cento dos 475 mil carros comercializados na terra do Tio Sam e envolvidos na fraude. Sem contar que os donos desses veículos irão receber uma compensação de no mínimo 5.100 dólares, cerca de 17,3 mil reais.

FILIPE R SILVA





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