NHTSA analisa pedidos do Google para circulação dos Carros Autônomos nos Estados Unidos.

O Google conseguiu ultrapassar mais uma fase para o seu propósito da criação de carros que são autônomos (sem utilizarem motoristas). Isso porque a agência de segurança nas estradas dos Estados Unidos vai considerar os computadores que farão o controle dos automóveis autônomos como motoristas.

Essa foi uma redefinição do órgão do governo federal e ajuda ao Google na sua empreitada. Por outro lado, a mesma agência de segurança que agora reinterpreta o termo do motorista nos veículos desse tipo também apontou para a rejeição de outras reivindicações do Google. Uma delas dá conta da falta de alguns itens de segurança, como o freio de mão, o qual a empresa da internet alega que esse tipo de exigência não se faz necessária, uma vez que o controlador eletrônico consegue parar os veículos sem a necessidade desse equipamento.  

O órgão de segurança espera que o Google possa mostrar que esses padrões sejam de fatos desnecessários, mas isso ainda não aconteceu. Segundo o Google, os carros poderiam chegar aos consumidores em alguns anos e os órgãos reguladores federais querem ajudar nisso, mas a tecnologia ainda deve se provar que é mais segura.

Nesses últimos três meses, o Google enviou cartas para o NHTSA para que ele revisse as normas de segurança. Com isso, o trabalho seria facilitado para a criação de protótipos dos carros autônomos e os mesmos poderiam ser lançados com uma velocidade maior. Segundo o secretário de Transportes, Anthony Foxx, o governo quer ajudar a colocar os modelos sem motoristas o quanto antes nas estradas e, se fosse preciso, alguns regulamentos poderiam até ser dispensados para que isso ocorra.

O secretário apontou para a NHTSA que nos próximos seis meses deverão ser realizadas as orientações para as montadoras sobre o que todos esperam destes protótipos dos veículos sem motoristas. Além disso, neste período também deverão ser realizados testes para a certificação dos termos de segurança destes veículos autônomos.

Haverá também o desenvolvimento de políticas de modelo para que os estados possam seguir, caso queiram permitir que os carros desses modelos façam uso de suas vias públicas. Atualmente, os estados da Califórnia, Nevada e Flórida contam com seus regulamentos próprios.


Google e Volvo testam o sistema de autocondução.

Apesar de a ideia dos carros autônomos soar futurista demais para algumas pessoas, empresas como o Google e a Volvo enxergam na nova tecnologia uma solução para o trânsito nas grandes metrópoles.

O assunto, que já concentrou muita polêmica, voltou a virar notícia após o Google começar a realizar testes de autocondução nas ruas dos Estados Unidos. A empresa já realizava experimentos com o veículo em lugares isolados, mas agora quer entender reações comportamentais e aceitação por parte das pessoas.

É muito provável que você esteja se perguntando: “Como é possível que esses carros andem sozinhos e dispensem a ajuda de condutores?”. Bem, de acordo com especialistas, a ideia torna-se possível através de raios lasers e câmeras capazes de mapear os ambientes que circundam os automóveis inteligentes. Eles forneceriam as informações necessárias para que os carros autônomos calculassem distâncias, optassem por caminhos e previssem movimentos.

A Volvo também está investindo na ideia, a empresa promete a chegada do sistema de autocondução para 2017. Sua inovação oferecerá a possibilidade de piloto automático quando os veículos reconhecerem que estão em estradas.

Outros questionamentos surgiram com a notícia. Caso alguém fosse atropelado ou prejudicado, quem seria o responsável, já que os carros movimentam-se sozinhos? Em muitos países, seria preciso a criação de leis que estabelecessem essas condições. As legislações atuais não possuem embasamento para atuar em casos como esse. Outro ponto levantado, que inclui o Brasil, seria a condição precária de muitas estradas, que impossibilitariam a chegada da novidade.

As empresas alegam que as inovações tecnológicas seriam fundamentais para a diminuição do número de acidentes causados pelo cansaço ou fadiga dos motoristas, além de apresentar diminuição do trânsito por meio de sistemas de comunicação coordenados simultaneamente.

Mesmo com investimentos bilionários das empresas, a invenção continua sendo imprevisível do ponto de vista de aceitação do mercado mundial. Não é possível, pelo menos não ainda, reconhecer ou desmerecer os benefícios e vantagens dos veículos autônomos, pois eles dependem de uma série de outros setores para que possam cumprir seu papel.

Por Beatriz 

Carros autônomos

Foto: Divulgação





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